Porque, todo filme é bom, o que atrapalha é a crítica. Ou não?

terça-feira, 22 de julho de 2008

O som do coração





O som do coração (August Rush/EUA/2007) é aquele tipo de filme que você sabe que vai perder o seu tempo, porém, insiste em assistir. A tradução nada literal (porém muito correta) do título em inglês, que faz menção ao nome do personagem título, já entrega toda a história. História essa que beira ao surreal. Um jovem casal, Lyla (Keri Russell, a eterna Felicity) uma violoncelista e Louis (Jonathan Rhys Meyers, de Match Point) um jovem cantor, se conhecem em Nova York e tem uma noite de amor. Nunca mais se vêem, mas, a vida de ambos nunca mais é a mesma depois dessa noite. Lyla fica grávida e supostamente perde o bebê pouco antes de dar a luz. Louis, integrante de uma banda de rock decide seguir outro caminho, já que não tem mais inspiração para compor depois que sua ‘musa de uma noite só’ se foi. A vida segue. Onze anos se passam e tanto Lyla como Louis são infelizes em suas vidas sem a música que os uniu. Mas, o filho que Lyla supostamente perdeu está vivo. Vive em um orfanato e se chama Evan/August Rush (Freddie Highmore). O garoto tem um talento nato para a música e encontra música em todo lugar, até nos simples sons da natureza e no barulho das grandes metrópoles. August tem certeza que é através da música que vai reencontrar seus pais verdadeiros e viver feliz para sempre.

Olha, eu tenho que dizer que o garoto Freddie Highmore é o que há, no quesito criança fofa que faz o público chorar. É sério, os olhinhos do garoto brilham tanto que você simplesmente se apaixona e tem vontade de pegar ele no colo e levar pra casa. (Lembram dele na nova versão da Fantástica Fábrica de chocolate?)
Keri Russell, bem, eu gosto da Keri Russell, acho uma pena que sua carreira não decole e ela continue sendo coadjuvante em filmes como Missão Impossível, por exemplo. Jonathan Rhys Meyers é um xuxu de tão talentoso, e bonito. É por isso que não dá pra engolir os dois em uma produção tão mediana. Porque, o filme é simplesmente uma das coisas mais pretensiosas e açucaradas dos últimos tempos. Uma historinha fraca, sobre o poder da música em unir as pessoas e uma história de amor tão meia boca que não dá para acreditar. Ainda temos Robin Williams em uma de suas piores atuações, como ‘o mago’ que acolhe August quando ele foge do orfanato.
Sua vida não vai mudar nada se você não assistir ‘O som do coração’, então, passe longe desse filme. Por outro lado, se você não liga a mínima para a crítica, assista ao filme e chore de raiva, ou de emoção. Porque, a trilha sonora é bem comovente.

Trailer:

14 comentários:

Rafael Moreira disse...

Freddie Highmore sabe emocionar, o elenco é fraco e Highmore carrega o filme quase todo nas costas. De fato, esse filme não mudará nada na vida de quem assiste, o que chama a atenção mesmo é atrilha sonora! Titando isso o filme não presta, é fraquísssimo!

Abraço!

Wiliam Domingos disse...

Eu gosto do Jonathan Rhys Meyers, talvez compense por ele...mas acho difícil!
Mesmo assim, valeu o texto!
Abraço

Rafael Carvalho disse...

Assim que eu vi esse trailer, a primeira coisa que eu pensei foi: fuja desse filme. Tem a maior pinta de draminha açucarado e com Robin Williams no elenco fica difícil confiar. Keri Russel é ótima e o Highmore tem talento, mas nem assim me convence. Claro que teria de ver o filme antes de falar qualquer coisa, mas deixo passar esse.

cinefilapornatureza disse...

Eu sei que "O Som do Coração" é um filme de clichês ambulantes. Eu sei que "O Som do Coração" é quase uma novela mexicana, tamanho o sofrimento passado pelos personagens. Mas, eu adorei esse filme e o assistiria de novo. Me emocionei demais, especialmente com a cena em que o personagem do Freddie encontra o pessoal cantando "Raise It Up" na igreja.

Thaís Garcia disse...

O filme não me emocionou (como o tal clichê).É por isso que gostei da história, e a forma que o autor mostrou os casos de pessoas com essa "sensibildade musical".
Na história a música é tocada por sua verdadeira essência.

Marcus disse...

Eu assisti o referido filme, e digo: É a expressa linguagem do tempo moderno.Ou seja essiste AMOR com principio ativo sincero-verdadeiro hoje!?

Asuka disse...

No meu caso, foi esse filme que mudou minha vida. Eu nunca tive nenhum interesse ligado a música, mas sempre gostava de apreciar a bela música clássica. Assisti o filme no ano em que completei 17 anos e estava meio indeciso sobre que curso de graduação eu deveria escolher, mas esse filme me deu uma inspiração tão grande misturada com uma força de vontade, que acabei começando a fazer aulas de Violino. Fui me interessando cada vez mais, e, nesse mesmo ano em que terminei o ensino médio, prestei vestibular para Música e passei no meu primeiro vestibular, que aqui é um curso muito concorrido. Hoje estou no segundo ano do curso de Música da UEL e pretendo continuar na área, me especializar em Violino e Regência. Tudo graças a esse filme, que despertou o interesse que eu tinha pela música.

daniel1312 disse...

eu acabei de assistir e concordo plenamente com o Asuka aeee... o filme pode não ser tão bom a quem olha detalhes como interpretação, história quase surreal, clichês e bla-bla-bla. Mas neste tempos de pedofilia, Rambo IV, Jogos Mortais, Pânico na tv e outras mazelas, este filme lava a nossa a alma e através da música nos faz lembrar o quão bom é ser inocentes, alem de despertar o gosto pela boa música!!
quem concorda comigo e quiser manter contato me siga aee no twitter @danieltj

Cris disse...

Amei este filme, fiquei emocionadíssima.Obviamente o filme trata de uma história um tanto absurda, mas o dom musical que aflora no menino faz lembra o que está acontecendo com meu filho que acredito ser um futuro prodígio da música, além disso aquele olhar de mãe e filho na cena final me emocionou muito porque foi a primeira vez que mãe e filho se viam , foi um momento mágico , inexplicável. Me fez lembrar quando vi meu primeio filho pelo ultrassom.

Júlio César disse...

Lendo a este artigo, acabei reforçando uma antiga teoria: Quando um crítico apontar em uma direção, vá em outra.

O SOM DO CORAÇÃO é um DOS MELHORES filmes que já vi. Tem um pouco de sonho, de ilusão, desilusão, habilidades natas. Tenta mostrar uma coisa da qual pouco sabemos, afinal, o que realmente herdamos de nossos pais. Será que é só a cor da pele, dos olhos, cabelo, ou será que aquelas minúsculas células conseguem transportar algo mais. Com todo respeito aos que não se sentiram instigados pelo filme, coloco-o na prateleira dos nobres. Claro que, assim como na música, tem áreas da sétima arte que não se bicam. Se um "Heavi Metal" do cinema assistir a esta "música clássica", provavelmente não vai gostar, mas nem por isso ela deixa de ser excelente.

Júlio César disse...

Só completando, (além do Heavy), claro que a regra dos críticos não serve para todos. Tem crítico que diz que a coisa é ruim só porque não é o prato dele (e muitos destes tem um paladar muito reduzido, oque dificulta muito mais as coisas), outros tem a seriedade de dizer, não é meu prato, mas pra quem gosta, é um bom prato.

Que gosta de um filme incrível, sem tiros, sem facadas, mas com muito amor e ternura, este é o filme, excelente para refletir sobre oque realmente herdamos dos nossos pais, como já disse.

Radio Fuleiragem disse...

so um idiota pra criticar o filme mais lindo do mundo, esses criticos achão que sabem de tudo e nao sabem de absolutamente nada, é uma obra prima, choro todas as veses que assisto

jeterino disse...

Você pode criticar o filme, mas dizer que ele é uma bosta é completamente imbecil de sua parte. Esse filme é mais cheio de easter egg, que muitos dos filmes da disney. Detalhes que só quem intende de musica consegue perceber. Esse filme é ótimo pra trabalhar na musicalização para crianças. Sou professor de música e é um dos melhores filmes sobre musica que já vi.

Isa Martins disse...

Um filme maravilhoso para aqueles que sabem sentir, seguir o som do coração é algo para poucos numa sociedade robotizada onde o materialismo impera.
Assim como a poesia, a música transcende as fronteiras e integra o "Ser Humano" com seu verdadeiro "Eu" com sua essência mais pura, super recomendo!