Porque, todo filme é bom, o que atrapalha é a crítica. Ou não?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Hancock





Esse ano, não temos heróis da Marvel pipocando nas telas mês a mês como nos anos anteriores. Temos Batman reinando absoluto como o herói dos ´filmes de férias´. Mas, mês de julho não é mês de julho com um super herói só. E como Homem de Ferro estreou lá atrás junto com Indiana Jones, nada melhor para quebrar a aura obscura do homem morcego que um super herói diferente, mal humorado, debochado e beberrão. Eis que surge Hancock (Hancock/EUA/2008), com Will Smith no papel título. Eu não estava levando muita fé nesse papo de Will Smith super herói, principalmente depois de ´Eu sou a lenda´. (Aliás, Will Smith caiu muito no meu conceito depois de Eu sou a Lenda, mas, quem liga, não é mesmo? Voltemos ao filme).
Hancock, apesar de salvar o dia dos cidadãos comuns, é também uma espécie de ameaça a segurança pública, já que por estar sempre bêbado acaba por deixar prédios e avenidas destruídas por onde passa. Isso, sem contar os palavrões. Mas, eis que um dia, Hancock salva a vida de um publicitário fracassado (Jason Bateman, de Juno) que se sente na obrigação de melhorar a imagem do herói perante a população, como forma de gratidão. Partindo desse ponto, o filme tinha tudo para ser um daqueles filmes sobre superação com uma pitada de humor, coisa que Will Smith faz muito bem. Mas, peca por tentar explicar o lado amargurado e mal humorado do herói, coisa que realmente não interessa o público. Ainda assim, Hancock consegue ser um filme divertido, nem que seja por conta do lado debochado do herói, ou pelo otimismo do personagem de Jason Bateman. E não se enganem com o nome de Charlize Theron nos créditos, ela realmente não faz diferença no filme.


Trailer aqui

4 comentários:

Rafael Carvalho disse...

Fabiana, você não sabe o quanto eu odeio esse filme. A história é frouxa e vai evoluindo para um desastre maior ainda quando revela aquela reviravolta com a personagem da Theron. A partir daí vira uma bagunça só. E a Theron não tá tão mal, o roteiro que faz aquela jogada com ela, mas antes da reviravolta ela assume sua personagem muito bem.

fabiana disse...

Hahahaha... eu não cheguei a odiar Hancock. O problema da Theron nesse filme é que, sua personagem ganha destaque na hora que o filme desanda, por isso ela não faz diferença. Tantos roteiros promissores para o entretenimento do público que caem no lugar comum ou na pieguice, não é mesmo?

Livia disse...

Nosso, ódio é pouco. A única coisa que deu uma reduzida no meu instinto assassino foi o fato de ter pago meia.
Will Smith se transformando em um Nicolas Cage em quisito quem está fazendo filme mais toscos no momento. ( pq Eu Sou A Lenda tb foi péssimo).

sofia martínez disse...

Tem prós e contras, mas é divertido. Hancock estreou nas telas, resultando em um enorme sucesso de público, provando o "Star Power" por Will Smith. E apesar de muitos diretores, Peter Berg, finalmente, conseguiu fazer a proposta, apresentando um filme com uma ideia pouco e subutilizado torna-se visto, mas ao longo branda. Não há cenas absurdas (exceto alguns detalhes da conversa chave entre Smith e Theron), a ilegalidade ou mesmo divertido cenas de ação. OK, mas com uma assustadora falta de alma.