Porque, todo filme é bom, o que atrapalha é a crítica. Ou não?
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Apenas uma vez




Umas das coisas chatas de 2008, foi não ter tido a oportunidade de assistir ´Apenas uma vez´(Once/2006) no cinema. Belo Horizonte mudou muito desde então. Nessa época, nem tudo estreava aqui (incluindo filmes do Oscar) e quando passava, era rapidamente em uma sala obscura das Usinas de Cinema. Era bem trágico.
Anyway, águas passadas, dia desses, embalada pela trilha sonora bacanérrima e pelo ´e se...´ mais fofo dos últimos tempos, revi o filme e chorei compulsivamente mais uma vez.
A história simples de amor e amizade, onde duas pessoas se encontram por acaso e se unem através da música, pode soar piegas, mas é o grande lance do filme. Embalado pelas belas composições de Glen Hansard e Markéta Irglová (amigos na vida real), o filme vai muito além de um romance bobo e um musical enfadonho, é repleto de cenas que induzem a reflexão e os poucos diálogos presentes, são suficientes para alicerçar a história.
Sabendo equilibrar esses elementos: música, sentimentos, escolhas, renúncias,´Apenas uma vez´ é aquele filme com desfecho iluminado e esperançoso. Mostrando que, a vida vem sempre carregada de grandes escolhas e que, muitas vezes, a razão fala mais alto que o coração.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Querido John



Estava demorando para pipocar romances tendo como pano de fundo o 11 de setembro. Acho bem válido, uma vez que as 1ª e 2ª guerras mundiais já renderam muito para Hollywood. Rendeu tanto, que tivemos que engolir guéla abaixo coisas como ´Pearl Harbor´ e ´Capitão Corelli´, ninguém merece, néam?
´Querido John´ (Dear John/EUA/2010) veio com muito ôba ôba, muito pelo aclamado escritor Nicholas Sparks, que escreveu o comovente ´Diário de uma paixão´ que também virou filme. Eu adorei ´Diário´, me fez lembrar que ainda é possível escrever lindas histórias de amor, é por isso que esperava bem mais de ´Querido John´.
O filme, conta a história do soldado John (Channing Tatum, de G.I. Joe - A origem cobra) que está de licença do exército no verão e conhece Savanah (Amanda Seyfried, de Mama Mia) e se apaixona. Os dois vivem intensamente esse romance durante duas semanas, em meio a passeios românticos na praia, beijo na chuva e tudo mais, até que, terminado o verão, John precisa voltar ao exército e Savanah retomar seus estudos na faculdade. Apaixonados, fazem planos de ficarem juntos após a dispensa de John no exército e prometem trocar cartas durante esse período. Mas, aí vem o 11 de setembro e tudo muda, inclusive as chances desse romance continuar. John, induzido por seu dever patriótico, decide se alistar para o que chamaram de ´guerra ao terror´, o que vai gerar consequências para o seu relacionamento com Savanah.
O talento de Nicholas Sparks para histórias românticas é tocante, de verdade, mesmo com todos os clichês envolvidos. É impossível não se envolver com o drama de John e Savanah. Mas, diferente de ´Diário de uma paixão´, que arrancou interpretações convincentes de Ryan Gosling e Rachel McAdams, Querido John se perdeu no meio do caminho pelas interpretações fracas de seus protagonistas. Amanda Seyfried é bonitinha e meiga, como a Savanah do início do filme, mas, não acompanha a evolução e amadurecimento da Savanah pós 11 de setembro, é uma pena. Já Channing Tatum é galã, lindo de morrer, realmente, derrete o coração da mulherada quando aparece na tela, mas, a falta de expressão facial do rapaz em cena chega a doer.
O que poderia ter sido um romance tocante, típico de Sparks, virou alguma coisa sem sentido entre os motivos do distanciamento de Savanah e John e as cartas que eles escreveram. Um romance desse nível, não merececia um desfecho tão sem sal com atuações tão medianas.
É o que eu sempre digo: de que vale uma fotografia linda, uma trilha sonora emocionante e uma história bonita, se o casal de protagonistas te tira toda a vontade de viver aquele romance?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Curtas - Parte 2

Lembranças (Remember me/EUA/2010)



A tentativa de Robert Pattinson de provar que não é apenas o vampiro hit do momento da saga Crepúsculo (aliás, uma das franquias mais equivocadas de todos os tempos, sorry crepusculetes). Só ficou na tentativa. Quem brilha no filme é sua parceira Emilie De Ravin (a Claire de Lost), mas a história do filme funciona. O jovem Tyler (Pattinson) vive em pé de guerra com o pai, um inescrupuloso advogado de Manhattan (vivido por Pierce Brosnan), enquanto tenta dar um rumo na vida. Mas, Tyler se vê metido em muitas confusões Big Apple afora e em uma dessas se depara com um policial linha dura (Chris Cooper) que o coloca atrás das grades após algumas provocações. Mas, seu companheiro de apartamento decide dar o troco, e é aí que entra Ally Craig (Emilie de Ravin), a filha fofa do policial. O plano é muito simples: deixar a garota totalmente apaixonada para desafiar o pai dela. Não precisa ter bola de cristal para deduzir o que vem a seguir, néam? Os dois se apaixonam pra valer (claro) e tudo seria muito previsível, com o galã se redimindo no final, não fosse a reviravolta surpreendente do fim. Recomendo!


O Livro de Eli (The book of Eli/EUA/2010)


Eu já falei que adoro filmes pós-apocalípticos? Pois é. Nesse triller protagonizado por Denzel Washington, Eli é praticamente uma Beatrix Kiddo de calças e ipod. Com uma missão: levar o livro sagrado (a bíblia) para um lugar onde ele será preservado. Eli segue rumo ao seu destino, enfrentando um bando de assassinos e bandidos caminho a fora, até se deparar com um inescrupuloso ´Rei do Western´ (o cenário do filme beira um filme de western, dos bons), denominado Carnegie (Gary Oldman, sempre excelente) que procura o tal livro sagrado desesperadamente, crendo que as palavras dele o farão ainda mais poderoso, extendendo seu domínio para muito além daquela pequena cidade perdida no meio do nada. O resto todo mundo imagina, muita ação e como o site omelete descreveu com maestria: ´... Denzel Washington mostrando toda a sua elegância na arte de chutar bundas e bem coreografadas lutas filmadas...´.
Destaque para a eterna Flashdance Jeniffer Bells (como a amante do Carnegie) linda, mostrando que o tempo passa, o tempo voa e esse pessoal dos anos 80 estão muito aí nas paradas né, gente?!


Salt (Salt/EUA/2010)

Quem é Evelyn Salt? Essa é a pergunta que permeia grande parte do filme. Angelina Jolie com toda sua malemolência, calças coladas e sexy appeal, encarna uma agente da Cia que é identificada como uma espiã russa, uma espécie de Jason Bourne da União Soviética. Muita ação, reviravoltas e lutas mirabolantes em um filme que inicialmente seria feito por Tom Cruise. Prefiro a Jolie (sério)!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Curtas - Parte 1

Para não dizerem que passei 2010 sem nenhuma critica que o valha, separei algumas resenhas de alguns filmecos que assisti esse ano.


A Última Música (The Last Song/EUA/2010)




Romance farofa com a Miley Cyrus (aka Hannah Montana) sobre uma adolescente revoltada com o divórcio dos pais, que vai passar as férias de verão com o pai (Greg Kinnear, a única atuação descente do longa) e o irmão Jonah (Bobby Coleman, de ´Ensinando a viver´, crescido e fofo). Durante as férias, a garota conhece Will, tipo um Backstreet Boy versão 2010 e vive um inesquecível romance de verão.
Eu achei a trilha sonora bonitinha, sobretudo a música tema cantada pela Miley/Hannah Montana, que se não surtar como Britney e Aguilera, tem tudo para sair do esteriótipo ´musa da galerinha do Disney Channel´ e se tornar uma cantora competente. O filme tem lá seus encantos, como as cenas em que o irmãozinho pentelho Jonah e o pai observam a aproximação da irmã e do namorado, além das conclusões ótimas de pai e filho sobre as mulheres, mas história em si é uma bobagem e a escalação de Miley para papel principal é um equívoco.


Karatê Kid (Karate Kid/EUA/2010)


Apesar do roteiro xarope do garoto que se muda com a mãe para o outro lado do mundo e sofre o pão que o diabo amassou na mão dos bad boys da escola/vizinhança, até encontrar um cara bacana que do nada decide ajudá-lo, lhe ensinando toda a sabedoria das artes marciais e fazendo do garoto um gênio do Kung -fu, além, claro, da mocinha mais legal da escola se apaixonar por ele, o garoto Jaden Smith (filho de Will Smith) convence como o herói dessa praticamente refilmagem do original de 1984. Jaden Smith é legal, Jaden Smith é descolado e maneiro, e ainda dança break e tem trancinhas no cabelo, e isso basta para agradar a nova geração. O mestre da vez, Jackie Chan cumpre seu papel como treinador talentoso, porém adormecido pelas circunstâncias da vida, e o filme segue num ritmo lento, mas, não tão maçante que o original e fica evidente que o objetivo é levar a massa teen para o cinema sem medo de ser feliz.
Conseguiu, eu acho. Karatê Kid não tem nada demais, não pretente ser igual ao original, não se leva a sério a ponto de dar lição de vida na platéia, é só entretenimento, então, assista sem preconceito e sem medo de ser feliz.

Vírus (Carries/EUA/2009)




Road movie de suspense. Quatro amigos tenta fugir de uma epidemia viral num cenário pós-apocalíptico. Chris Pine (o novo capitão Kirk de Jornada das Estrelas) e Piper Perabo (12 é demais) são as estrelinhas do filme. Vale pela fotografia apocalíptica e os toques de suspense que lembram muito os contos de terror que passavam de madrugada na tv.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Romances que mudaram a minha vida - Parte 1

Por mais sensata que eu tente ser, sempre vai ter um filme mulherzinha que vai amolecer meu coraçãozinho incauto e fazer com que eu me apaixone pelo mocinho, pela história e fique toda mimimi chorando litros ao subir as letrinhas.
S-E-M-P-R-E!
Foi assim desde o imortal maior romance épico ever 'E o vento levou' que me consumiu 2 noites passadas em claro no alto dos meus 7 para 8. E aí, minha gente, a coisa foi só piorando.
Que fique bem claro que, toda mulher, independente da vida amorosa que tem, sempre vai ter aquele romance xarope que lhe arrancou lágrimas descontrol e sempre vai desejar, nem que seja por alguns minutos insanos, viver um romance cinematográfico com o mocinho do filme. Eu disse S-E-M-P-RE!
Eu admito que, hoje em dia, o lance 'felizes para sempre' e tal já não cola, dado a mediocridade das comédias românticas e romances lançados nos últimos tempos. Mas, há de se valer um filme aqui ou alí que faz jus à cartilha dos romances perfeitos, afinal, sempre vai ter um best seller por aí dando sopa e sendo adaptado para as telas. Mas, o que eu quero dizer é que, independente disso, uma frase aqui, uma cena alí, uma trilha sonora acolá pode valer a pena e despertar aquela coisa boboca que todas nós sentimos ao ver na tela a redenção do casal que tanto lutou para ficar junto no final (ou não). E aí, lágrimas e mais lágrimas, meus caros! Praticamente uma sessão de descarrego de todas as frustrações amorosas, sentimentos reprimidos, lembranças felizes e infelizes e coisa e tal que você viveu um dia, ou deseja viver um dia. Coisas que só o excesso daquele hormônio predominante nas mulheres faz.

Anyway, vamos à lista dos filmes mais mimimi da minha nada mole vida sentimental descontrol, que vou dividir em 2 partes.

1) Filmes com carga dramática e diálogos dignos de lexotan
2) Filmes mulherzinha que me ganharam pela fofura ou pelo macho/casal em questão

Beijovoualípegarmeukleenexejávolto!


FILMES COM CARGA DRAMÁTICA E DIÁLOGOS DIGNOS DE LEXOTAN


E o vento levou - 1939


Como já citado anteriormente, o filme responsável pelas minhas primeiras noites em claro, é também responsável pelo maior 'homem idealizado' da minha vida. Porque, convenhamos, a Scarlett era uma mulher incrível e tal, mas, Rett Butler é o homem que toda mulher pediu a Deus! Bonito, charmoso, devotado e principalmente 'galante' na medida certa, até para reconhecer a hora de tirar seu time de campo. 'Francamente minha cara, eu não ligo a mínima' é, para mim, o maior ícone 'amo você, mas, cansei. Tô seguindo a minha vida, tchau' de todos os tempos. E sem olhar pra trás, me afogando num rio de lágrimas sobre o sofá. Morri, tchau!


Bonequinha de Luxo - 1961

Se tem uma coisa que as atuais atrizes de comédias românticas precisam aprender, é que nunca mais vai existir uma atriz como Audrey Hepburn. Sério, nem o fato da Bonequinha de luxo em questão ter um estilo de vida duvidoso (oi?) tira o charme, a fofura e todas as aquelas coisas que fazem de Holly e Fred o casal perfeito em todos os aspectos! Muitas lagriminhas na cena em que Holly canta 'moon river' e tal.


Muito Barulho por nada - 1993


Shakespeare era um cara que entendia das coisas do amor. E Kenneth Branagh é um cara que entende muito bem William Shakespeare, porque, não caiu no lugar comum de filmar Romeu e Julieta, e sim, a melhor peça do escritor. Esse musical é um hino ao romance e encanta em todos os sentidos. Impossível não se emocionar e chorar loucamente pelo jovem Leonato e Hero e torcer pelo romance de Beatrice e Benedick. Lagriminhas com a canção tão bonitinha de Beatrice e Benedick no jardim. Ai, ai...


A época da Inocência - 1993

E ainda me perguntam porque eu acredito piamente na máxima: 'os verdadeiros amores nunca se concretizam'. Tudo culpa de Michelle Pfeiffer e Daniel Day-Lewis que acabaram comigo aos 15 anos de idade! Eu era apenas uma garotinha que acreditava que os mocinhos sempre ficavam juntos no final. Winona Ryder entrou para minha lista de vilãs com cara de boazinhas que jamais receberão o meu perdão. Salafrária! Choro litros e litros com a cena final, ainda hoje!


Antes do amanhecer - 1994 /Antes do pôr-do-sol - 2005

Porque, tudo faz sentido: o casal, os diálogos, o fato deles serem completos estranhos, o cenário europeu, a sequência da história quase 11 anos depois, o final digno de 'foram felizes para sempre e...'.

Ethan Hawke não era bem o meu macho preferido nos anos 90, mas, o seu Jesse me fez idealizar o homem perfeito durante muito tempo. E Celine, néam? Quem não quis ser Celine por um dia nessa vida?

As pontes de Madison - 1995


Eu era apenas uma adolescente, mas, entendi bem o recado de Meryl Streep e Clint Eastwood. E deixou lições valiosas sobre as escolhas que fazemos ao longo da vida. Inesquecível em todos os sentidos, e apesar de muita gente torcer o nariz, ele entra fácil para minha lista de melhores filmes de Clint e Meryl.

O despertar de uma paixão - 2004


Eu não assisti o filme original protagonizado por Greta Garbo, mas, néam? Edward Norton de 'marido traído à homem dos sonhos de qualquer mulher' fez por merecer minha devoção. E eu adoro essa coisa de ódio se transformando em amor. É clichê e tal, mas, taí uma coisa que funciona comigo.

Diário de uma paixão - 2004


Quando assisti Diário de uma paixão pela primeira vez, me dei conta que todos os clichês dos romances que assisti na minha vida, faziam algum sentido. Tipo, o beijo na chuva, o casal que se conhece na juventude, se casam com outras pessoas e passam a vida inteira se amando em silêncio, o cara pobre e a menina rica que sãos separados pelo preconceito social, esse tipo de coisa. E dane-se os clichês, Ryan Gosling é a personificação do príncipe encantado e eu quero ele pra mim (/dirige loucamente pela estrada, adentra a casa de venezianas azuis que ele fez pra mim e pula em seus braços).

to be continued...


quarta-feira, 18 de março de 2009

Quem quer ser um milionário?



O azarão do Oscar 2009 é o filme fofuxo desse início de 2009. ‘Quem quer ser um milionário?’ (Slumdog Millionaire/ EUA/Inglaterra/2008), é a reunião da mais antiga fórmula do cinema para encantar as platéias: aventura, drama e romance. Não é à toa que o Diretor Danny Boyle levou fácil 8 estatuetas para casa.
O jovem Jamal Malik (Dev Patel), um pé rapado ajudante de call center, narra suas aventuras enquanto é interrogado pela polícia acusado de fraude, por ser o participante a ir mais longe no programa de maior sucesso da tv indiana ‘Quem quer ser um milionário?’. Ninguém acredita que Jamal acertou todas as respostas porque as perguntas estão intimamente ligadas a algum acontecimento marcante da sua vida.
O filme tem como pano de fundo a questão social da Índia, e no maior estilo ‘Cidade de Deus’ narra os rumos que a vida do protagonista Jamal (the good guy), seu irmão Salim (the bad guy) e a amiga e eterno amor de Jamal, Latika (Freida Pinto) tomam desde a infância.
O filme empolga por fazer o público embarcar junto com os personagens nessa aventura. Os pequenos Jamal e Salim são a coisa mais fofa desde Abigail Breslin em ‘Pequena Miss Sunshine’.
O filme emociona por falar de amor sem ser piegas, pois, o amor de Jamal por Latika é tão puro e a fórmula do romance é tão simples, que até a explicação óbvia para os encontros e desencontros dos personagens: o destino, é plausível para o público (e porque não?).
‘Quem quer ser um milionário?’ é uma aventura envolvente, um drama coerente e um romance tão bonitinho. E tudo isso se encaixa no roteiro bem escrito de Simon Beaufoy (que óbvio levou sua estatueta dourada também).
Não era meu favorito no Oscar, mas, é imperdível!

Trailer:


quarta-feira, 11 de março de 2009

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Noivas em Guerra
(Bride Wars/EUA/2009)


Porque as pessoas vão ao cinema assistir filmes como ‘Noivas em guerra’? Eu explico: porque tem dias em que, só o fato de você entrar na sala de cinema e ficar diante da tela grande fazem o seu dia ser muito melhor; porque, tem filmes que você sabe que é lixo, mas, pelo motivo acima você assiste sem preconceitos; porque eu sou lesada mesmo e assisto o filme menos pior naquela semana em que você espera grandes estréias e nada acontece. Anyway, vamos ao filme: Blá blá blá duas amigas de infância (Kate Hudson e Anne Hathaway) sonham em se casar no Plaza em Nova York com toda a pompa e circunstância que uma noiva exige, até que por um erro de datas, o casamento de ambas são marcados para o mesmo dia. Aí começa aquela coisa sem noção de uma sabotar o casamento da outra, com direito a requintes de crueldade, típicos de ‘noivazillas’. Eu nem gosto muito da Kate Hudson, acho ela extremamente bonita, porém sem carisma. Anne Hathaway, oh Anne! Eu gosto de você, mas, acredito que esteja bem melhor em outro casamento, o de Rachel! Noivas em Guerra entretém à base de clichês e não acrescenta nada na vida de ninguém. Bem dispensável!



Sex and the city - O filme
(Sex and the city/EUA/2008)




O que eu esperava de ‘Sex and the city – o filme’, era muito mais que as 2 horas e 20 minutos arrastadas do longa. Esperava que Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlote (Kristin Davis) estivessem mais maduras e que tivessem um final coerente com a evolução que sofreram ao longo da série de sucesso. Mas, o que concluí quando o filme terminou é que o filme está mais para uma versão glamourosa de ‘Amigas para sempre’, protagonizado por Britney Spears, que para um gran-finale digno da série de tv. Os dilemas bobos das personagens, nos remetem ao início da série quando as quatro amigas semi-trintonas se descabelavam por amor e sexo, o que, ao longo da série foi muito bem resolvido. Não havia necessidade de tanto drama em cima do romance de Carrie e Mr. Big (Chris Noth), uma vez que ambos, maduros e bem resolvidos podiam muito bem resolver a parada nos primeiros minutos do filme. Mas, é justamente essa bobagem que dá fôlego à trama e surpreendentemente, a novata Jennifer Hudson é quem tem mais jogo de cintura e representa melhor as mulheres no filme. Aliás, nunca pensei que fosse dizer isso, mas, a ex-American Idol é a melhor coisa de Sex and the city, tirando, claro, os figurinos grifados que deixam qualquer uma de nós com vontade de ser Carrie e as tomadas de Nova York que fazem da cidade o melhor lugar para se viver no mundo. Sex and the city – o filme é assim, muito glamour e pouca história, mas, para quem é fã da série e estava com saudade das quatro amigas, pode ser uma diversão. Mas, eu juro que esperava muito mais.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ao Entardecer





Ao Entardecer (Evening/2007) não é um drama diferente dos que já vimos por aí. Conta a história de um grupo de jovens que diante das circunstâncias da vida, fazem escolhas que vão mudar para sempre o futuro de cada um deles.
O cenário, um casarão e uma bela paisagem à beira mar, divide a produção em duas épocas distintas. A primeira se passa nos dias de hoje, quando Vanessa Redgrave (Ann) está em seu leito de morte e passa a falar de uma parte do seu passado nunca antes revelada. A segunda parte da história é justamente a lembrança da personagem, quando a então jovem Ann, (interpretada por Claire Danes) vai para o casamento de sua melhor amiga Lila Wittenborn (Mamie Gummer, vivida mais tarde por Meryl Streep). O que se revela ao longo do filme, é que tanto Ann como Lila são apaixonadas pelo mesmo homem, o jovem médico Harris Arden (Patrick Wilson) e que este triângulo amoroso vai mudar a vida dos três jovens para sempre.
E por falar em escolhas, o elenco foi, deveras, uma escolha acertada. Claire Danes e Vanessa Redgrave, fazem de Ann uma personagem que cresce ao longo da trama, que mesmo após muitos anos, ainda se questiona sobre as escolhas do passado.
Em outro prisma, temos a filha mais jovem de Ann, vivida por Toni Collete, que assim como a mãe, se confronta com um momento delicado, onde também precisa fazer uma escolha que vai dar outro rumo à sua vida. Toni Collete, como sempre, brilhando em cena.
O galã da trama, vivido por Patrick Wilson, não compromete o triângulo amoroso do filme, mas, o destaque do elenco masculino é o irmão problemático de Lila, Buddy em uma ótima atuação de Hugh Dancy.
Como eu disse no início, não há nada de novo em ‘Ao entardecer’, mas, a excelente fotografia, o elenco afinado e a história bem contada, fazem dele um filme que vale a pena assistir.
Trailer aqui.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Romance



Eu tenho uma certa preguiça do diretor Guel Arraes. 'O auto da compadecida' é totalmente excelente, mas, desde então virou fórmula instantânea do diretor, ou seja, comédia rasgada x diálogos rápidos e Marco Nanini, lógico (nada contra o Marco Nanini, que fique claro).
Quando fui assistir Romance, o novo filme do diretor, me deparei com um filme tão bem feitinho e bonito, que nem a presença de Marco Nanini e um 'nordestismo' incluído (esqueci de mencionar isso na fórmula batida de Arraes) fez o filme perder a graça. Me surpreendi!
Wagner Moura e Letícia Sabatella, são Pedro e Ana, dois atores de teatro que estão em cartaz com a peça ‘Tristão e Isolda’. O romance retratado nos palcos, vira realidade quando os dois atores se apaixonam. Mas, diferente do amor eterno e perfeito de Tristão e Isolda, o romance de Pedro e Ana é ameaçado quando Ana se torna uma estrela de TV e Pedro, com ciúmes, conclui ser impossível continuar tendo a mesma paixão e entrega pelo teatro e ao mesmo tempo fazer televisão.
Tendo como pano de fundo a história de amor de Tristão e Isolda, os encontros e desencontros de Pedro e Ana permeiam todo o filme, e esse é o ‘insight’ de Guel Arraes.
Wagner Moura e Letícia Sabatella estão tão bem em cena, que você realmente acredita que Pedro e Ana são a versão moderna de Tristão e Isolda, e torce para que finalmente os amantes tenham um final feliz. Os atores estão bem a vontade, assim como o restante do elenco, bem afinados.
Romance foi minha grande surpresa dos últimos meses e entrou para a minha lista de filmes brasileiros que valeu a pena ter visto no cinema. E eu me rendo, Guel Arraes tem salvação! Só falta parar com essa bobagem de colocar Caetano Veloso em todas as suas trilhas.

Trailer:

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um amor para toda a vida



Eu meio que me canso de filmes de época de vez em quando, sabe. Em especial, quando querem promover às custas do público, atores recén saídos de seriados de sucesso, no caso, a ex-The O.C, Misha Barton.
Então, o que se segue é muito óbvio: melodrama com requintes de novela mexicana e uma trilha sonora que tenta marcar o romance, mas, acaba por cair na cafonice.
O filme se passa em duas épocas distintas: a segunda guerra mundial, onde três amigos estão à caminho do combate, e os anos 90, onde um jovem irlandês encontra um anel de ouro no meio dos destroços de um avião. Intercalando esses dois momentos, a história se arrasta por quase 2 horas, onde o passado e presente se interligam. Mas, não se enganem, é tudo clichê dos mais mixurucos.
O elenco também, não poderia ser pior. Além da mocinha Misha Barton que faz a personagem principal quando jovem, temos uma Shirley McLaine totalmente perdida em cena. Fora o trio de amigos que parecem recén saídos de um catálogo de moda, lindos, porém inexpressivos.
A conexão entre passado e presente é tão confusa, que você se pergunta várias vezes o porque de certas cenas e personagens. E no fim das contas ainda temos que engolir uma história paralela sobre o Exército Republicano Irlandês que não tem a menor conexão com a trama principal.
Eu realmente não sei o que o diretor Richard Attenborough (de Chaplin e Ghandi) estava pensando.




Meu nome é Shirley McLaine e eu não precisava desse fiasco em minha carreira!







sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um beijo roubado


Em primeiro lugar, gostaria de deixar registrado aqui minha indignação com a tradução (?) adaptação (?) que seja, do título original do filme de Wong Kar-Wai. 'Um beijo roubado' (My Blueberry Nights /2007) é, no mínimo, uma tentativa de despertar a curiosidade daquela parcela do público que obviamente desconhece o trabalho desse grande diretor. Ok. A cena do beijo foi muito comentada e aguardada, mas a coisa não é bem por aí.
No primeiro filme inglês do diretor, Norah Jones dá vida a Elizabeth, uma jovem que depois de levar um chute do namorado, conhece um charmoso dono de bar Jeremy (Jude Law) e com ele, divide suas angústias todas as noites saboreando um pedaço de torta de blueberry com sorvete. Não satisfeita com a sua vida, Elizabeth sai pelo país em busca de um sentido para sua vida, conhecendo pessoas diferentes e se auto-descobrindo. Entre esses ilustres desconhecidos, um policial (David Strathairn) que é obsecado pela ex-mulher (Rachel Weisz), e uma jovem jogadora de pôquer (Natalie Portman).
O estilo de direção de Wong Kar-Wai sempre me agradou, além das trilhas perfeitas dos seus filmes. Em 'Um beijo roubado' não é diferente. Apesar de ser protagonizado pela estreante (porém promissora) Norah Jones, o filme conta com um elenco classe A, que garante diálogos inteligentes e cenas marcantes, embalados por uma trilha que inclui a própria Norah, além de Cat Power (que também faz uma participação no filme) e Cassandra Wilson. E muito mais que o beijo roubado que deu nome ao título em português, o filme encanta mais pela 'simplicidade' dos personagens de Elizabeth e de seu confidente desconhecido Jeremy. A cena do beijo no balcão é apenas um detalhe, encantador, mas ainda assim um detalhe. É lamentável que esse filme tenha passado tão despercebido pelo circuito de BH.
'Um beijo roubado' é bonito e encantador na medida certa.

Trailer:

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O amor nos tempos do cólera




Já tentei várias vezes ler o livro de Gabriel Garcia Márquez e nunca consegui. É sério, nunca passei da página 30. Aliás, o pouco que eu li do livro já era suficiente para saber que a história de amor dos jovens Florentino e Firmina não iria se concretizar tão cedo. Enfim, coisa de romance épico e de escritor denso demais. Então, quando assisti ao trailer no cinema, me empolguei com a idéia de finalmente poder conhecer o desenrolar da trama e o fim dessa história. Não vi no cinema, pois passou no circuito aqui de BH mais rápido que alguns filmes indicados ao Oscar, e pelas críticas nada boas que li, resolvi esperar mesmo pelo lançamento em DVD.
Pois bem, a história é sobre os dois jovens Florentino Ariza (Javier Barden) e Firmina Daza (Giovanna Mezzogiono) que se apaixonam perdidamente e são impedidos pelo pai da moça de se casarem. Isso, porque Florentino é apenas um rapaz pobre que trabalha em uma agência dos correios, enquanto Firmina é filha de um promissor homem de negócios da região. Alguns anos se passam e Firmina se casa com um médico influente (vivido por Benjamin Bratt) enquanto Florentino passa seus dias à espera de uma chance (no caso, a morte do marido de Firmina) para que se case com ela.


O que mais me assusta nessa adaptação para as telas, não são nem as atuações. Tirando o Florentino chato de Javier Barden, os atores estão até muito corretos, (Fernanda Montenegro inclusive) mas, sim, o climão do filme, do tipo 'filme para inglês ver'. É sério, a história se passa na Espanha e todos os personagens falam inglês. Nada contra se todos os atores envolvidos na produção não fossem de origem estrangeira, ou seja, um desperdício de inglês com sotaque. Seria mais verossímel se o filme fosse em espanhol. Em contraste com o 'espanglês' do elenco, temos uma trilha sonora que, por si só já faz com que os espectadores torçam o nariz: todas as músicas são interpretadas por Shakira, e em espanhol.
A maquiagem é outra atrocidade cometida nesse filme. Apesar da boa atuação de Giovanna Mezzogiono como Firmina, é impossível não reparar na maquiagem meia-boca que usaram para envelhecer a atriz mostrando a passagem de tempo da personagem. É sério, será que um orçamento de 45 milhões não pagaria um bom profissional?
Gabriel Garcia Márquez demorou tanto tempo para vender os direitos do livro para adaptação, e ele próprio revisou o texto, segundo fontes ligadas ao filme, mas o diretor Mike Newel (Harry Potter e o Cálice de Fogo/ Quatro casamentos e um funeral) não deu conta do recado. O filme soa caricato, fazendo com que o principal elemento que move toda a história, o amor, seja apenas um coadjuvante entre as muitas cenas de Florentino na cama com outras mulheres à procura de redenção pelo sentimento perdido no tempo. O filme é chato e longo demais. Decepção.

terça-feira, 22 de julho de 2008

O som do coração





O som do coração (August Rush/EUA/2007) é aquele tipo de filme que você sabe que vai perder o seu tempo, porém, insiste em assistir. A tradução nada literal (porém muito correta) do título em inglês, que faz menção ao nome do personagem título, já entrega toda a história. História essa que beira ao surreal. Um jovem casal, Lyla (Keri Russell, a eterna Felicity) uma violoncelista e Louis (Jonathan Rhys Meyers, de Match Point) um jovem cantor, se conhecem em Nova York e tem uma noite de amor. Nunca mais se vêem, mas, a vida de ambos nunca mais é a mesma depois dessa noite. Lyla fica grávida e supostamente perde o bebê pouco antes de dar a luz. Louis, integrante de uma banda de rock decide seguir outro caminho, já que não tem mais inspiração para compor depois que sua ‘musa de uma noite só’ se foi. A vida segue. Onze anos se passam e tanto Lyla como Louis são infelizes em suas vidas sem a música que os uniu. Mas, o filho que Lyla supostamente perdeu está vivo. Vive em um orfanato e se chama Evan/August Rush (Freddie Highmore). O garoto tem um talento nato para a música e encontra música em todo lugar, até nos simples sons da natureza e no barulho das grandes metrópoles. August tem certeza que é através da música que vai reencontrar seus pais verdadeiros e viver feliz para sempre.

Olha, eu tenho que dizer que o garoto Freddie Highmore é o que há, no quesito criança fofa que faz o público chorar. É sério, os olhinhos do garoto brilham tanto que você simplesmente se apaixona e tem vontade de pegar ele no colo e levar pra casa. (Lembram dele na nova versão da Fantástica Fábrica de chocolate?)
Keri Russell, bem, eu gosto da Keri Russell, acho uma pena que sua carreira não decole e ela continue sendo coadjuvante em filmes como Missão Impossível, por exemplo. Jonathan Rhys Meyers é um xuxu de tão talentoso, e bonito. É por isso que não dá pra engolir os dois em uma produção tão mediana. Porque, o filme é simplesmente uma das coisas mais pretensiosas e açucaradas dos últimos tempos. Uma historinha fraca, sobre o poder da música em unir as pessoas e uma história de amor tão meia boca que não dá para acreditar. Ainda temos Robin Williams em uma de suas piores atuações, como ‘o mago’ que acolhe August quando ele foge do orfanato.
Sua vida não vai mudar nada se você não assistir ‘O som do coração’, então, passe longe desse filme. Por outro lado, se você não liga a mínima para a crítica, assista ao filme e chore de raiva, ou de emoção. Porque, a trilha sonora é bem comovente.

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