

Umas das coisas chatas de 2008, foi não ter tido a oportunidade de assistir ´Apenas uma vez´(Once/2006) no cinema. Belo Horizonte mudou muito desde então. Nessa época, nem tudo estreava aqui (incluindo filmes do Oscar) e quando passava, era rapidamente em uma sala obscura das Usinas de Cinema. Era bem trágico.
Anyway, águas passadas, dia desses, embalada pela trilha sonora bacanérrima e pelo ´e se...´ mais fofo dos últimos tempos, revi o filme e chorei compulsivamente mais uma vez.
A história simples de amor e amizade, onde duas pessoas se encontram por acaso e se unem através da música, pode soar piegas, mas é o grande lance do filme. Embalado pelas belas composições de Glen Hansard e Markéta Irglová (amigos na vida real), o filme vai muito além de um romance bobo e um musical enfadonho, é repleto de cenas que induzem a reflexão e os poucos diálogos presentes, são suficientes para alicerçar a história.
Sabendo equilibrar esses elementos: música, sentimentos, escolhas, renúncias,´Apenas uma vez´ é aquele filme com desfecho iluminado e esperançoso. Mostrando que, a vida vem sempre carregada de grandes escolhas e que, muitas vezes, a razão fala mais alto que o coração.
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