

Casamento tem dessas coisas, né? Assistir filme do Stallone na tarde de domingo, mesmo contra a vontade. Não valeu o sacrifício.
O longa foi filmado no Brasil, com Giselle Itiê no papel da mocinha e um elenco meio ´Onze homens e um segredo´ dos filmes de pancadaria, com direito a participação especial de Bruce Willis e Schwarzenegger.
Barney Ross (Stallone) e sua equipe de mercenários são contratados por um agente da Cia (Bruce Willis) para derrubar um general ditador na ilha de Vilena. Barney e seu braço direito das missões Lee Christmas (Jason Statham, que tipo de nome é Lee Christmas?) partem então para a tal ilha para fazer uma espécie de reconhecimento antes da missão, e são surpeendidos por um ataque em massa do governo local, uma vez que o principal contato de Barney na ilha, é a filha do general ditador, Sandra (Giselle Itiê) que deseja a derrubada do governo e é descoberta pelos agentes do pai. Barney e Lee abandonam a ilha, mas, o senso de dever e princípios (oi? princípios?) de Barney fazem com que ele reúna sua equipe e termine o trabalho que começou.
Olha, minha gente, não existe coisa pior que pretensão, em um filme que por si só, já se auto-intitula pretensioso.
Pra começar, a reunião do elenco de estrelas da pesada (só faltou o Steven Seagal) já é uma amostra do que vem por aí: bazucas e outras armas que parecem só existir nesse tipo de filme (na sequência inicial, com um disparo um cara é partido ao meio, sim, ao meio), músculos à mostra em camisetas coladas, tatuagens de caveira e mulheres siliconadas. Os Mercenários é um reunião de tudo isso, com uma fala e outra entre as explosões, um roteiro de segunda linha e ainda por cima um deboche implícito de Stallone/Statham da mocinha no final: ´Eu sabia que ela não era o seu tipo.`
Pra quem curte esse tipo de filme, o elenco é dos bons, a patota está toda reunida, mas, pra mim ficou um sorriso de deboche e sarcasmo no final, bem ao estilo ´Trovão Tropical´.















