Porque, todo filme é bom, o que atrapalha é a crítica. Ou não?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Tantos filmes...
... e uma preguiça louca de escrever. Mas, eu ainda "amo-lhos". Muito.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Apenas uma vez




Umas das coisas chatas de 2008, foi não ter tido a oportunidade de assistir ´Apenas uma vez´(Once/2006) no cinema. Belo Horizonte mudou muito desde então. Nessa época, nem tudo estreava aqui (incluindo filmes do Oscar) e quando passava, era rapidamente em uma sala obscura das Usinas de Cinema. Era bem trágico.
Anyway, águas passadas, dia desses, embalada pela trilha sonora bacanérrima e pelo ´e se...´ mais fofo dos últimos tempos, revi o filme e chorei compulsivamente mais uma vez.
A história simples de amor e amizade, onde duas pessoas se encontram por acaso e se unem através da música, pode soar piegas, mas é o grande lance do filme. Embalado pelas belas composições de Glen Hansard e Markéta Irglová (amigos na vida real), o filme vai muito além de um romance bobo e um musical enfadonho, é repleto de cenas que induzem a reflexão e os poucos diálogos presentes, são suficientes para alicerçar a história.
Sabendo equilibrar esses elementos: música, sentimentos, escolhas, renúncias,´Apenas uma vez´ é aquele filme com desfecho iluminado e esperançoso. Mostrando que, a vida vem sempre carregada de grandes escolhas e que, muitas vezes, a razão fala mais alto que o coração.
.
.

sábado, 12 de março de 2011

O Discurso do Rei



Retratando uma parte da história que a maioria do público não conhecia (pelo menos eu e José Wilker), o diretor Tom Hooper, já carimbado por retratar a monarquia britânica na série televisiva Elizabeth I, conseguiu um feito: falar da trajetória do Rei gago de maneira simples, dinâmica e comovente. É difícil imaginar o Rei da Inglaterra, o homem mais poderoso do mundo como um sujeito inseguro.
Em uma performance comovente, Colin Firth (com seu Oscar merecido) faz do monarca britânico o Rei mais cativante que eu já vi.
Na linha ´coadjuvantes que roubam a cena´, chega Geofrey Rush, como o terapeuta Lionel Logue, com métodos nada ortodoxos que vai se tornar o braço direito do protagonista na sua luta contra a gagueira.
A amizade que o Rei e o plebeu desenvolvem, faz com que o público veja a realeza de outra forma, muito além dos escândalos (apesar deles estarem bem presentes no filme). A cena em que Lionel passa de terapeuta para amigo confidente no consultório é no mínimo paradoxal, porém, confere a nós uma intimidade com o personagem de Firth nunca antes retratada. É impossível não sentir pena do pobre (?) Bertie!
Helena Bonham Carter é um caso à parte. Finalmente consegui ver uma atuação digna dela que não fosse algum personagem excêntrico de Tim Burton! A esposa apoiadora do Rei também sofria, coitada, mas o que seria dele sem ela.
O filme tem uma fotagrafia linda, um roteiro que não é piegas e nem romantizado demais, uma luz e um enquadramento de câmera que favorecem a ação do filme. Sim, a trajetória do Rei gago tinha tudo para não empolgar uma ida ao cinema, mas, com tudo isso e ótima escolha de elenco, Tom Hooper conseguiu o que queria.
Não era meu preferido no Oscar, mas, tem seu mérito por ser um filme tão tocante! Sem contar que, Colin Firth, lindo de morrer na cerimônia recebendo seu prêmio foi um vislumbre!

sexta-feira, 4 de março de 2011

127 Horas



História real do aventureiro Aron Ralston (James Franco), um cara que conhece os canyons como a palma da sua mão, mas, por ironia do destino, em uma de suas aventuras corriqueiras, fica preso numa vala com uma rocha sobre o seu braço direito. É preso nesse buraco, que ele vai passar 127 horas se perguntando o que deu errado, repassar toda a sua vida e tentar encontrar um jeito de sair dalí.
Ora, aí você se pergunta: como fazer um filme, de no mínimo 90 minutos sobre um cara preso dentro de um buraco no canyon, no meio do nada?
Danny Boyle (diretor em Quem quer ser um milionário?), fanfarrão, alternou flashbacks, alucinações e claro, muita merchandising (a cena em que Aron lembra do gatorade esquecido no carro e as inúmeros comerciais de refrigerantes, genial) para criar o universo de Aron e sua aflição dentro do buraco. Funciona!
Aron é aquele sujeito que esquece o canivete suíço em casa, mas, nunca se esquece de levar a companheira câmera digital nas suas aventuras, objeto que é praticamente seu coadjuvante no filme. Era de se esperar nessa era globalizada e seus aventureiros 2.0.
A medida que o tempo passa e o perrengue se instala, pensar na morte é inevitável, e é nesses momentos que lamentar os erros e oportunidades perdidas do passado, como: a ex-namorada, os momentos passados com a família, aquele telefonema que você não atendeu antes de sair de casa, se tornam as grandes sacadas de Danny Boyle.
O formato vídeo-testemunho, também favorece os diálogos no filme, ficando imposssível não ser solidário ao pobre Aron.
James Franco não é aquele ator excepcional, mas, é a cara e o charme de Aron Ralston. Escolha acertada de Danny Boyle.
O fim, todo mundo sabe, Aron se tornou celebridade após o acidente, e os minutos finais do filme mostram seus trinfos posteriores, nada mais. E quem se importa? A cena em que Aron corta o próprio braço já prova que instinto de sobrevivência vai muito além de ter uma câmera digital na mão, é do ser humano lutar pela própria vida!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Vencedor



O Vencedor (The Fighter/2010) é a história real do boxeador Mickey Ward (Mark Walbergh), que cresceu à sombra do irmão Dick Eklund (Christian Bale), famoso por derrubar o ex-boxeador Sugar Ray Leonard.
O filme, indicado a 7 oscars e vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante (Christian Bale) e atriz coadjuvante (Melissa Leo), é o retrato de uma família decadente tentando viver do que restou da fama. Desde a perua louca, mãe dos lutadores (Alice vivida pela camaleoa Melissa Leo), passando pelo fracassado e viciado Dick e somando as irmãs quase que saídas de um filme de bruxas da Disney. Tudo na vida dessa gente é uma tristeza.
Após várias lutas mal sucedidas, Mickey decide tomar as rédeas da sua carreira e com a ajuda de Charlene (Amy Adams voluptuosa, haha) entra em pé de guerra com a própria família para se tornar um boxeador bem sucedido. Talento ele tem, falta garra para confiar em suas próprias habilidades e se tornar o vencedor do título.
Tal como outros filmes sobre superação nos esportes, ´O Vencedor´ não é sobre boxe e sim sobre as complexas relações familiares e como isso pode influenciar no seu fracasso ou na sua superação.
A maneira como é colocado o sentimento maternal de Alice e sua predileção pela ovelha negra da família, Dick, faz com que o personagem de Mark Walbergh, o tal vencedor, se torne um chato, incapaz de resolver seus próprios problemas. Isso quase acaba com o filme, mas, Mickey resolve levar o pugilismo para o lado mais profissional e aí sim seu presonagem cresce (não a ponto de superar os demais personagens, mas, enfim). Deve ter sido difícil para Mickey bater de frente com a mãe controladora e o irmão delinquente, mas, ele conseguiu!
Eu já falei aqui que adoro o Mark Walbergh, mas, definitivamente ele é engolido pelos seus coadjuvantes. Vai ver, é por isso que o destaque no pôster do filme seja para Christian Bale e não para ele.
´O Vencedor´ tem seu crédito pelas boas performances de Bale e Melissa, mas, a história simples de derrota x superação, também vai agradar o expectador. Não tem grandes reviravoltas, mas, isso não faz dele um filme ruim.

terça-feira, 1 de março de 2011

Oscar 2011


Tem coisas que nunca mudam mesmo.
Como era de se esperar, quem era favorito levou a melhor nos prêmios principais do Oscar esse ano, e, fora alguns pontos de interrogação em categorias como fotografia, a cerimônia seguiu assim, sem muitas surpresas mesmo.
O prêmio principal ficou com ´O Discurso do Rei´, filme feito para ganhar o Oscar. É claro que todo aquele furor de ´A Rede Social´ ia passar um dia, e como esperado, a academia premiou quem achou que merecia. Minha torcida era pra ´Cisne Negro`, mas, tava na cara que só Natalie Portman levaria a estatueta pra casa, porque, como todo mundo sabe, a Academia só premia filmes com uma linguagem cinematográfica que segue a linha dos clássicos, a não ser que aconteça coisas como ´Quem quer ser um milionário´ e se torne um azarão. Como `Cisne Negro` não é filme que segue a linha azarão, está mais pra ser ´aquele que merecia, mas, não levou´, tipo ´Sangue Negro´. Mas, como eu disse aí em cima, ´O Discurso do Rei´ merecia mais que ´A Rede Social´ então, eu estou satisfeita.
Falando em Natalie Portman, ora, quando Jeff Bridges começou a discursar sobre as características artísticas de cada indicada, era nítida a emoção de Natalie Portman e a falta de confiança das outras indicadas, sobretudo Michelle Willians. Era o ano da Rainha Amidala, não tinha jeito!
Já a Miss Simpatia, Sandra Bulock que eu adoro, sobretudo não tem lá grandes performances na tela, incluindo a que lhe rendeu o Oscar ano passado, tentou tratar os candidatos a melhor ator com dignidade, mas, quando Colin Firth apareceu na tela chorando na pele do Rei gago, tava nítido que não tinha pra mais ninguém. Contido como um lord inglês (porém, visivelmente comovido), Colin esboçou poucos sorrisos no discurso de agradecimento e estava lindo e elegante como ninguém. A minha torcida era pra ele.
´O Vencedor´ e seus atores coadjuvantes dignos do grande prêmio, Melissa Leo inclusive, irreconhecível. Não achei que ela levaria, mas, foi merecido. Christian Bale e seu problemático e esquálido boxeador decadente... justiça foi feita!
Eu já esperava que ´A Origem´ levaria todas as categorias técnicas, mas, fotografia foi meio forçado, não? Uma vez que toda a realidade/sonho do filme tem mais de computação gráfica e efeitos especiais que fotografia em si.
O prêmio de melhor direção me deixou surpresa! Achei de David Fincher levaria fácil, mas, como eu disse, ´A Rede Social´ perdeu um pouco da sua força com o passar do tempo, e como a minha torcida era pra Aronovski, deixa pra lá. Era o ano da realeza britânica, mesmo.
O casal de apresentadores foram um caso à parte, néam? Anne Hathaway visivelmente empolgada, balançando as franjas do vestido e tudo mais e James Franco blasé, até na hora de falar do seu filme ´127 horas´. Foi péssimo!
As canções indicadas ao prêmio e suas interpretações foram um show à parte, com uma certa vergonha alheia de Gwyneth Paltrow e Mandy Moore, mas, foi tão bonitinho ver Randy Newman ao piano cantando o tema de ´Toy Story 3´, néam?
No mais, muita enchessão de linguiça como sempre, Nicole Kidman cada vez mais gasparzinho, Halle Berry linda de morrer e Amy Adams com cabelo e vestido cafona, e a academia insistindo em ser democrática, mas, acaba ficando em cima do muro, premiando ´O Discurso do Rei´ como melhor filme e ignorando sua fotografia e figurino. Dando a estatueta para de melhor atriz para Natalie Portman e ignorando Aronofsky totalmente. Premiando dois ótimos atores coadjuvantes e considerando ´O Vencedor´ como, apenas um filme sobre boxe.
É uma pena.
.
.
.
Nosso bolão de última hora ficou assim:
*Melhor filme:
A Rede Social - 3 votos
O Discurso do Rei - 2 votos
Cisne Negro - 1 voto
*Diretor:
Darren Aronofsky - 2 votos
David Fincher - 2 votos
Tom Hooper - 1 voto
*Ator:
Colin Firth - 6 votos
*Atriz:
Natalie Portman - 6 votos
*Atriz coadjuvante:
Amy Adams - 2 votos
Haillee Steinfeld - 2 votos
Melissa Leo - 1 voto
*Ator Coadjuvante:
Christian Bale - 5 votos
*Melhor longa animado:
Toy Story 3 - 5 votos
Como treinar seu dragão - 1 voto
*Curta de animação:
Day & Night - 4 votos
*Filme estrangeiro:
Em um mundo melhor - 3 votos
Dente Canino - 2 votos
*Direção de arte:
A Origem - 2 votos
Alice - 2 votos
O Discurso do Rei - 1 voto
*Melhor Figurino:
Alice - 2 votos
O Discurso do Rei - 1 voto
*Melhor Fotografia:
A Origem - 1 voto
Bravura Indômita - 2 votos
*Melhor montagem:
A Rede Social - 2 votos
Cisne Negro - 1 voto
*Roteiro Original:
A Origem - 2 votos
O Discurso do Rei - 1 voto
*Roteiro Adpatado:
A Rede Social - 3 votos
*Mixagem de som:
A Origem - 2 votos
A rede Social - 1 voto
*Efeitos especiais/Edição de som
A Origem - 3 votos
*Maquiagem:
O Lobisomen - 3 votos
*Canção Original:
If I Rise - 127 horas - 2 votos
I see the light - Enrolados - 1 voto

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bolão


Fiz um bolão do Oscar (tardiamente) aí do lado com algumas das principais categorias.
Divirtam-se!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cisne Negro



Cisne Negro (Black Swan/EUA/2010) não é sobre a paixão da bailarina pela dança. É o mergulho total de uma bailarina na sua arte, sua entrega física, mental e emocional. É sobre ser obsecada pela perfeição, pela auto-disciplina, pela arte.
O filme retrata a vida da bailarina Nina (Natalie Portman) diante da maior oportunidade da sua carreira, ser a protagonista do clássico Lago dos Cisnes. Mas, ser a rainha do lago tem seus desafios, e o medo de não corresponder às expectativas da Companhia de dança, o receio de falhar e a pressão de ser substituída por alguém mais jovem, fazem com que Nina mergulhe em seus sentimentos mais íntimos e comprometa sua estrutura emocional.
A delicada Nina de Natalie Portman, nada mais é do que o melhor papel de sua carreira até hoje. É como se todas aquelas sequências de Star Wars e os filmes de Luc Beson no início da carreira não fizessem nenhum sentido. Natalie é a beleza e a ingenuidade do cisne branco e assustadoramente a personificação do cisne negro quando se transforma. Aliás, a metamorfose da personagem ao longo do filme é devastadora e vai muito além de uma transformação física. É uma transformação interna, que se expressa sem palavras, só através da dança.
O filme é belíssimo em todos os sentidos, na sua fotografia sombria, na direção de arte primorosa, na trilha sonora que faz do tema de Tchaikovski brilhante e finalmente pela direção de Darren Aronofsky que arquitetou tudo de forma perfeita.
É injusto pensar só em Natalie Portman no Oscar, uma vez que tudo em Cisne Negro é digno de aplausos após a cena final.
Ainda não vi todos os filmes do Oscar (e olha que os que eu vi são totalmente excelentes), mas, fica muito mais difícil pensar em algo melhor que Cisne Negro levando a estatueta dourada de melhor filme, direção e atriz esse ano.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Uma mãe em apuros



Com cabelos desgrenhados e um visual bizarro, que inclui uma camisola azul bebê com desenho de nuvens, Uma Thurman encarna uma mãe nova yorkina que vive a vida lôka de limpar a sujeira do cubículo onde mora, cozinhar, cuidar dos filhos, do marido, fazer compras, organizar uma festa de aniversário para a filha e ainda escrever um blog. E o que era pra ser um filme pra rir (e o filme vende essa imagem), cheio de clichês de mães loucas padecendo no paraíso, se torna um drama do que se tornou a vida da personagem após a maternidade.
A roteirista e diretora, Katherine Dieckmann, encara toda a rotina da personagem Eliza (Thurman) com muita sobriedade e reflexões bastante dignas, em que, a maioria das mães urbanas vão se identificar. No entanto, entre uma reflexão e outra, a diretora cai na banalidade de retratar coisas como: uma mãe neurótica que Eliza encontra no parque que cria o filho dentro de uma redoma anti-raios UVB, Eliza disputando roupas numa liquidação e disputando vaga no estacionamento da rua. São bobagens diante de outros dilemas muito mais válidos que poderiam ser discutidos no filme, descartável.
Minnie Driver (de Gênio Indomável), interpreta a melhor amiga de Eliza, e de longe, é a melhor personagem do filme, responsável pelas cenas mais engraçadas.
Resumindo: Uma mãe em apuros veste a roupa de comédia, mas, está mais para um drama moderno. Seus diálogos poderiam ser melhores e Uma Thurman é uma mãe lixo, sem um pingo de dignidade, pelamordedeus, ninguém é assim!
Entretanto, o filme vale pelas reflexões de Eliza como um todo, pelos seus textos no blog, por Minnie Driver, a melhor amiga que uma pessoa como Eliza poderia ter e pelos seus momentos de humor aqui e ali. Poderia ser mais, mas, nem tudo é perfeito.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Querido John



Estava demorando para pipocar romances tendo como pano de fundo o 11 de setembro. Acho bem válido, uma vez que as 1ª e 2ª guerras mundiais já renderam muito para Hollywood. Rendeu tanto, que tivemos que engolir guéla abaixo coisas como ´Pearl Harbor´ e ´Capitão Corelli´, ninguém merece, néam?
´Querido John´ (Dear John/EUA/2010) veio com muito ôba ôba, muito pelo aclamado escritor Nicholas Sparks, que escreveu o comovente ´Diário de uma paixão´ que também virou filme. Eu adorei ´Diário´, me fez lembrar que ainda é possível escrever lindas histórias de amor, é por isso que esperava bem mais de ´Querido John´.
O filme, conta a história do soldado John (Channing Tatum, de G.I. Joe - A origem cobra) que está de licença do exército no verão e conhece Savanah (Amanda Seyfried, de Mama Mia) e se apaixona. Os dois vivem intensamente esse romance durante duas semanas, em meio a passeios românticos na praia, beijo na chuva e tudo mais, até que, terminado o verão, John precisa voltar ao exército e Savanah retomar seus estudos na faculdade. Apaixonados, fazem planos de ficarem juntos após a dispensa de John no exército e prometem trocar cartas durante esse período. Mas, aí vem o 11 de setembro e tudo muda, inclusive as chances desse romance continuar. John, induzido por seu dever patriótico, decide se alistar para o que chamaram de ´guerra ao terror´, o que vai gerar consequências para o seu relacionamento com Savanah.
O talento de Nicholas Sparks para histórias românticas é tocante, de verdade, mesmo com todos os clichês envolvidos. É impossível não se envolver com o drama de John e Savanah. Mas, diferente de ´Diário de uma paixão´, que arrancou interpretações convincentes de Ryan Gosling e Rachel McAdams, Querido John se perdeu no meio do caminho pelas interpretações fracas de seus protagonistas. Amanda Seyfried é bonitinha e meiga, como a Savanah do início do filme, mas, não acompanha a evolução e amadurecimento da Savanah pós 11 de setembro, é uma pena. Já Channing Tatum é galã, lindo de morrer, realmente, derrete o coração da mulherada quando aparece na tela, mas, a falta de expressão facial do rapaz em cena chega a doer.
O que poderia ter sido um romance tocante, típico de Sparks, virou alguma coisa sem sentido entre os motivos do distanciamento de Savanah e John e as cartas que eles escreveram. Um romance desse nível, não merececia um desfecho tão sem sal com atuações tão medianas.
É o que eu sempre digo: de que vale uma fotografia linda, uma trilha sonora emocionante e uma história bonita, se o casal de protagonistas te tira toda a vontade de viver aquele romance?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os Mercenários



Casamento tem dessas coisas, né? Assistir filme do Stallone na tarde de domingo, mesmo contra a vontade. Não valeu o sacrifício.
O longa foi filmado no Brasil, com Giselle Itiê no papel da mocinha e um elenco meio ´Onze homens e um segredo´ dos filmes de pancadaria, com direito a participação especial de Bruce Willis e Schwarzenegger.
Barney Ross (Stallone) e sua equipe de mercenários são contratados por um agente da Cia (Bruce Willis) para derrubar um general ditador na ilha de Vilena. Barney e seu braço direito das missões Lee Christmas (Jason Statham, que tipo de nome é Lee Christmas?) partem então para a tal ilha para fazer uma espécie de reconhecimento antes da missão, e são surpeendidos por um ataque em massa do governo local, uma vez que o principal contato de Barney na ilha, é a filha do general ditador, Sandra (Giselle Itiê) que deseja a derrubada do governo e é descoberta pelos agentes do pai. Barney e Lee abandonam a ilha, mas, o senso de dever e princípios (oi? princípios?) de Barney fazem com que ele reúna sua equipe e termine o trabalho que começou.
Olha, minha gente, não existe coisa pior que pretensão, em um filme que por si só, já se auto-intitula pretensioso.
Pra começar, a reunião do elenco de estrelas da pesada (só faltou o Steven Seagal) já é uma amostra do que vem por aí: bazucas e outras armas que parecem só existir nesse tipo de filme (na sequência inicial, com um disparo um cara é partido ao meio, sim, ao meio), músculos à mostra em camisetas coladas, tatuagens de caveira e mulheres siliconadas. Os Mercenários é um reunião de tudo isso, com uma fala e outra entre as explosões, um roteiro de segunda linha e ainda por cima um deboche implícito de Stallone/Statham da mocinha no final: ´Eu sabia que ela não era o seu tipo.`
Pra quem curte esse tipo de filme, o elenco é dos bons, a patota está toda reunida, mas, pra mim ficou um sorriso de deboche e sarcasmo no final, bem ao estilo ´Trovão Tropical´.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Curtas

Zona Verde (Green Zone/2010)



Colado no sucesso de Jason Bourne (citado inclusive na capa do DVD para arrebanhar expectadores, nem precisava), Zona Verde conta a história do soldado americano Roy Miller (Matt Damon) no Iraque, que, cansado de procurar as chamadas ADM´s (armas de destruição em massa) nos lugares errados, se vê diante de um cenário de destruição injustificado, onde o governo americano tenta a todo custo ´reerguer´ o país em cima de mentiras. Obviamente, Roy vai atrás da verdade, e o que se vê são excelentes sequências de ação dignas da trilogia Bourne e ótimas atuações. E eu não sei porque não vi esse filme no cinema, adoro Matt Damon e Greg Kinnear!

Atirador (Shooter/2007)




Eu não sei quanto a vocês, mas, eu acho o Mark Wahlberg bastante subestimado. Pra mim, ele merecia algo mais em Hollywood, enfim...
Atirador, é um filme que já esteve aqui em casa várias vezes e eu muitas vezes entreguei sem assistir. Sorte?
No triller de ação, Wahlberg é um atirador de elite que é abandonado em campo pela sua equipe no meio de uma missão na África. O observador, seu melhor amigo e companheiro morre durante a missão e Wahlberg abandona o exército para se dedicar à vida pacata nas montanhas. É quando mais uma vez, Tio Sam precisa dos seu préstimos como soldado para impedir que o presidente dos Estados Unidos seja assasinado. Mas, olha, seu país novamente o trai e ele se torna alvo das agências do governo: CIA e FBI como suposto executor do atentado, e é aí que Wahlberg surge como o Chuck Norris do Século 21 e sai à caça do inimigo para provar sua inocência e claro, fazer justiça com as próprias mãos.
Com atuações dignas de Wahlberg e Danny Glover, o filme segue o ritmo frenético dos filmes de ação, mas, infelizmente deixa a desejar no roteiro de cartas marcadas e na quantidade de explicações óbvias. Mas, serve de entretenimento, principalmente naqueles dias que você está a fim de ver um filme ´explode tudo`, sem contar, é claro, que Mark Wahlberg é sempre um motivo digno para ficar diante da tela.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Curtas - Parte 2

Lembranças (Remember me/EUA/2010)



A tentativa de Robert Pattinson de provar que não é apenas o vampiro hit do momento da saga Crepúsculo (aliás, uma das franquias mais equivocadas de todos os tempos, sorry crepusculetes). Só ficou na tentativa. Quem brilha no filme é sua parceira Emilie De Ravin (a Claire de Lost), mas a história do filme funciona. O jovem Tyler (Pattinson) vive em pé de guerra com o pai, um inescrupuloso advogado de Manhattan (vivido por Pierce Brosnan), enquanto tenta dar um rumo na vida. Mas, Tyler se vê metido em muitas confusões Big Apple afora e em uma dessas se depara com um policial linha dura (Chris Cooper) que o coloca atrás das grades após algumas provocações. Mas, seu companheiro de apartamento decide dar o troco, e é aí que entra Ally Craig (Emilie de Ravin), a filha fofa do policial. O plano é muito simples: deixar a garota totalmente apaixonada para desafiar o pai dela. Não precisa ter bola de cristal para deduzir o que vem a seguir, néam? Os dois se apaixonam pra valer (claro) e tudo seria muito previsível, com o galã se redimindo no final, não fosse a reviravolta surpreendente do fim. Recomendo!


O Livro de Eli (The book of Eli/EUA/2010)


Eu já falei que adoro filmes pós-apocalípticos? Pois é. Nesse triller protagonizado por Denzel Washington, Eli é praticamente uma Beatrix Kiddo de calças e ipod. Com uma missão: levar o livro sagrado (a bíblia) para um lugar onde ele será preservado. Eli segue rumo ao seu destino, enfrentando um bando de assassinos e bandidos caminho a fora, até se deparar com um inescrupuloso ´Rei do Western´ (o cenário do filme beira um filme de western, dos bons), denominado Carnegie (Gary Oldman, sempre excelente) que procura o tal livro sagrado desesperadamente, crendo que as palavras dele o farão ainda mais poderoso, extendendo seu domínio para muito além daquela pequena cidade perdida no meio do nada. O resto todo mundo imagina, muita ação e como o site omelete descreveu com maestria: ´... Denzel Washington mostrando toda a sua elegância na arte de chutar bundas e bem coreografadas lutas filmadas...´.
Destaque para a eterna Flashdance Jeniffer Bells (como a amante do Carnegie) linda, mostrando que o tempo passa, o tempo voa e esse pessoal dos anos 80 estão muito aí nas paradas né, gente?!


Salt (Salt/EUA/2010)

Quem é Evelyn Salt? Essa é a pergunta que permeia grande parte do filme. Angelina Jolie com toda sua malemolência, calças coladas e sexy appeal, encarna uma agente da Cia que é identificada como uma espiã russa, uma espécie de Jason Bourne da União Soviética. Muita ação, reviravoltas e lutas mirabolantes em um filme que inicialmente seria feito por Tom Cruise. Prefiro a Jolie (sério)!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Curtas - Parte 1

Para não dizerem que passei 2010 sem nenhuma critica que o valha, separei algumas resenhas de alguns filmecos que assisti esse ano.


A Última Música (The Last Song/EUA/2010)




Romance farofa com a Miley Cyrus (aka Hannah Montana) sobre uma adolescente revoltada com o divórcio dos pais, que vai passar as férias de verão com o pai (Greg Kinnear, a única atuação descente do longa) e o irmão Jonah (Bobby Coleman, de ´Ensinando a viver´, crescido e fofo). Durante as férias, a garota conhece Will, tipo um Backstreet Boy versão 2010 e vive um inesquecível romance de verão.
Eu achei a trilha sonora bonitinha, sobretudo a música tema cantada pela Miley/Hannah Montana, que se não surtar como Britney e Aguilera, tem tudo para sair do esteriótipo ´musa da galerinha do Disney Channel´ e se tornar uma cantora competente. O filme tem lá seus encantos, como as cenas em que o irmãozinho pentelho Jonah e o pai observam a aproximação da irmã e do namorado, além das conclusões ótimas de pai e filho sobre as mulheres, mas história em si é uma bobagem e a escalação de Miley para papel principal é um equívoco.


Karatê Kid (Karate Kid/EUA/2010)


Apesar do roteiro xarope do garoto que se muda com a mãe para o outro lado do mundo e sofre o pão que o diabo amassou na mão dos bad boys da escola/vizinhança, até encontrar um cara bacana que do nada decide ajudá-lo, lhe ensinando toda a sabedoria das artes marciais e fazendo do garoto um gênio do Kung -fu, além, claro, da mocinha mais legal da escola se apaixonar por ele, o garoto Jaden Smith (filho de Will Smith) convence como o herói dessa praticamente refilmagem do original de 1984. Jaden Smith é legal, Jaden Smith é descolado e maneiro, e ainda dança break e tem trancinhas no cabelo, e isso basta para agradar a nova geração. O mestre da vez, Jackie Chan cumpre seu papel como treinador talentoso, porém adormecido pelas circunstâncias da vida, e o filme segue num ritmo lento, mas, não tão maçante que o original e fica evidente que o objetivo é levar a massa teen para o cinema sem medo de ser feliz.
Conseguiu, eu acho. Karatê Kid não tem nada demais, não pretente ser igual ao original, não se leva a sério a ponto de dar lição de vida na platéia, é só entretenimento, então, assista sem preconceito e sem medo de ser feliz.

Vírus (Carries/EUA/2009)




Road movie de suspense. Quatro amigos tenta fugir de uma epidemia viral num cenário pós-apocalíptico. Chris Pine (o novo capitão Kirk de Jornada das Estrelas) e Piper Perabo (12 é demais) são as estrelinhas do filme. Vale pela fotografia apocalíptica e os toques de suspense que lembram muito os contos de terror que passavam de madrugada na tv.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Melhores filmes da década

10. Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine/EUA/2006)
Diretor: Jonathan Dayton e Valerie Faris














9. Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind/EUA/2004)
Diretor: Michel Gondry



















8. 21 gramas (21 grams/EUA/2003)
Diretor: Alejandro Gonzáles-Iñárritu













7. Sobre meninos e lobos (Mystic River/EUA/2003)
Diretor: Clint Eastwood













6. Match Point (EUA/Inglaterra/2005)
Diretor: Woody Allen













5. Toy Story 3 (EUA/2010)
Diretor: Lee Unkrich













4. Kill Bill 2 (EUA/2004)
Diretor: Quentin Tarantino



















3. Batman - O cavaleiro das trevas (The Dark Knight/EUA/2008)
Diretor: Christopher Nolan













2. Volver (Espanha/2008)
Diretor: Pedro Almodóvar













1. A origem (Inception/EUA/2010)
Diretor: Christopher Nolan

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TOP 5 - Melhores 2009

Ou eu fui pouco ao cinema, ou 2009 foi um ano fraco mesmo... anyway, nem consegui montar um TOP 10.


5. Quem quer ser um milionário

Gracinha de filme, néam? Não era meu favorito ao Oscar, mas, é bem excelente.

4. Watchmen

Mesmo se não valesse a pena pelo excesso de pretensão, pelo menos Patrick Wilson de uniforme valeria o ingresso. Partick Wilson pega eu!!!

3. O casamento de Rachel

Eu já gostava da Anne Hathaway, mesmo. Desde aquele filme besta que ela fez pra Disney, mas, em ´O casamento de Rachel´ Anne mostrou a que veio e calou a boca de muitos críticos por aí. Um dos poucos filmes que me tocou esse ano, palmas pra ela!

2. Star Trek

Eu não sou assim, a maior fã de Star Trek, assistia meio de bobeira as reprises que passava na tv aberta na minha infância. Apesar do ódio gratuito de alguns cinéfilos por J.J. Abrans (ok, nem tão gratuíto assim, eu reconheço. Eu adoro Lost, mas, os fãs de Lost são muito chatos), o mérito de ´Star Trek´ ter sido tão bacana é todo dele. Se foi impactante para mim ver a tripulação original da Interprise reunida, imagine para os fãs? Merece o 2ª lugar desse ano fraco, só pela surpresa de ter sido um filme excelente para as minhas baixas expectativas.

1. Foi apenas um sonho

Olha minha gente, eu nem me lembrei do naufragado Titanic quando vi Leo e Kate juntos de novo na tela. Que dupla! Que filme! Que diálogos!!!!!


Menção de honra para ´Gran Torino´ e ´Bastardos Inglórios´ que formariam um TOP 7, mas, eu sou nick-honbyana e um TOP 7 ficaria feio.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ele não está tão a fim de você



Na cena hilária da pequena Gigi sendo maltratada pelo amiguinho do parquinho e sua mãe sem noção dizendo que o motivo dele maltratá-la é porque ele gosta dela, é nada mais, nada menos que a dura realidade feminina: se enganar com falsos raciocínios e tentar distorcer o que está bem claro, que 'ELE NÃO ESTÁ A FIM DE VOCÊ'.
Mas, como a toda regra tem sua excessão, seguimos firmes como se fôssemos a tal excessão à regra e enlouquecemos toda vez que o telefone toca, que saímos com alguém interessante (ou nem tão interessante assim, depende do nível de carência afetiva) ou quando pensamos ter encontrado a pessoa certa. Tanto faz, o que importa é que, ou passamos por isso, ou vamos passar ou já aconteceu com uma amiga muito querida, e o final, sabemos, é o desastre na sua mais pura forma.
Por isso, logo na primeira cena de 'Ele não está tão a fim de você' (He's just not that into you/EUA/Alemanha/Holanda/2009), o público alvo se indentifica no ato, e o filme segue esse ritmo, mostrando histórias de casais e solteiros que estão procurando se entender.
Tem a menina Gigi (Ginnifer Goodwin), hoje crescida e desesperada para encontrar sua cara metade, o cara (Justin Long) que vai ajudar Gigi a entender a dura realidade do outro realmente não ligar a mínima pra ela, a moça sexy (Scalett Johansson, no piloto automático de sempre) que só está a fim de aventuras, o casal (Bradley Cooper e Jennifer Connelly) que não está mais em sintonia e o outro casal (Jennifer Aniston e Ben Afleck) que chegou naquele nível do relacionamento em que ela quer casar e ele não, além da moça (Drew Barrimore) que acha que o namoro virtual é a única esperança para os solteiros mundo afora.
Nessas histórias que se interligam, tudo fica muito claro sobre como relacionamentos são simples e complicados ao mesmo tempo, afinal, homens são de marte e mulheres são de vênus. Mas, no final das contas, eu, você e eles (os homens) querem a mesma coisa, só que por caminhos diferentes.
A trilha bonitinha e o time de atores conhecidos do público, dão credibilidade ao filme e o desfecho, apesar de óbvio, conquista o público que, a essa altura já se identificou com os personagens e já se sente parte do filme.
Sem contar que, discutir relacionamento, apesar de ser coisa de mulher, deixam muitos homens com uma pulguinha atrás da orelha, e muitas vezes, principalmente quando estamos entre amigos de ambos os sexos, geram discussões bem válidas!

Trailer: